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    ALCALOSE RESPIRATÓRIA

    DEFINIÇÃO

    Condição caracterizada pelo declínio primário da pressão parcial de
    dióxido de carbono (tipicamente de 20 a 25 mmHg), enquanto o pH do
    sangue está elevado e a concentração de bicarbonato no sangue
    diminuída (tipicamente < 4 mEq/l). Ela é causada pela queda de CO2 
    devido a hiperventilação.

    Alcalose respiratória não é considerada risco de vida.

    CAUSAS TÓXICAS:

    Salicilatos (estágio inicial)

    CAUSAS NÃO TÓXICAS:

    Ansiedade e hiperventilação
    Febre
    Septicemia por gram-negativos
    Cirrose hepática
    Coma hepático
    Hipoxemia
    Hiperventilação em pacientes com respiração assistida
    Alterações primárias do SNC

    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

    A principal característica clinica é a hiperventilação. Em casos
    graves, pode ser observado tetania com sinais de Chvostek e de
    Trousseau, parestesia circumoral, acroparestesia, caimbra nos pés e
    maos resultante de baixas concentrações de Cálcio ionizado no soro.

    INVESTIGAÇÕES RELEVANTES

    Gasometria (pH, Bicarbonato)
    Concentração de Cálcio ionizado
    Concentração de salicilato no soro

    TRATAMENTO

    O tratamento da alcalose respiratória salicilato-induzida é o
    tratamento da condição primária (Toxicidade do salicilato). Alcalose
    respiratória induzida por ansiedade pode ser tratada com transmitindo
    segurança ao paciente. Respirar o ar expirado em um saco de papel (não
    plástico) com dióxido de carbono pode ser útil, mas pode ser perigoso
    em pacientes com distúrbios do SNC. Pacientes com hipóxia precisam de
    ar inspirado enriquecido com O2. A hiperventilação deve ser corrigida
    no caso de ventilação mecânica ou aumentar o espaço morto.

    EVOLUÇÃO CLÍNICA E MONITORIZAÇÃO

    A condição aguda em geral melhora rapidamente com o tratamento
    apropriado. Os pacientes devem ser observados para recorrências.
    Distúrbios hepáticos ou neurológicos subjacentes precisam de
    tratamento especializado.

    COMPLICAÇÕES TARDIAS

    Nenhuma.

    AUTOR(ES)/REVISOR(ES)

    Autor:    Dr Janusz Szajewski, Warsaw Poisons Control Centre,
              Warszawa, Poland.

    Revisão:  Rio de Janeiro 9/97: J.N. Bernstein, E. Birtanov, H.
              Hentschel, T.J. Meredith, Y. Ostapenko, P. Pelclova, C.P.
              Snook, J. Szajewski.
              London 3/98: T. Della Puppa, T.J. Meredith, L. Murray,
              A.Nantel.

    TRADUTOR (ES):

    Dra Daisy Scwab Rodrigues, CIAVE, Salvador, Brasil
    Dra Ligia Fruchtengarten, CCISP, São Paulo, Brasil