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    TAQUICARDIA SINUSAL E SUPRAVENTRICULAR

    DEFINIÇÃO

    Taquicardia supraventicular (TSV) é uma frequência cadíaca maior do
    que 100 batimentos/minuto, que se origina acima do ventrículo. Inclui
    taquicardia sinusal, TSV paroxística (TSVP) e taquicardia atrial.

    Taquicardia sinusal é uma frequência cardíaca maior do que 100
    batimentos/minuto (em adultos), originária no nó sinusal. A frequência
    geralmente não excede 160 batimentos/ minuto em adultos jovens e
    crianças.

    TSV paroxística é um ritmo regular, com frequência entre 160 a 220
    batimentos/minuto.

    CAUSAS TÓXICAS 

    Muitas substâncias tóxicas causam TSVs, usualmente taquicardia
    sinusal. Exemplos importantes incluem:

         Albuterol e outros beta-2 agonistas (taquicardia reflexa)
         Anfetaminas e estimulantes relacionados
         Atropina, outras drogas anticolinérgicas e plantas
         Agentes beta-1 adrenérgicos
         Cafeína
         Monóxido de carbono
         Cocaína
         Cianeto
         Efedrina, pseudoefedrina e outros descongestionantes
         Salicilatos
         Teofilina
         HormÔnio tireoidiano
         Antidepressivos tricíclicos

    Além disso, as taquicardias supraventriculares podem ser observadas em
    muitas intoxicações como resposta secundária à hipoxemia, hipertermia,
    metahemoglobinemia, hipovolemia ou vasodilatação periférica.

    CAUSAS NÃO TÓXICAS

    Ansiedade 
    Abstinência de etanol ou drogas hipnótico-sedativas
    Desidratação
    Exercício
    Febre 
    Hipoxemia
    Doença intrínsica do sistema de condução
    Dor

    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

    Taquicardias sinusais e outras taquicardias supraventriculares são
    geralmente bem toleradas e o único sintoma é a frequência cardíaca
    elevada. Pacientes conscientes podem ser alertados sobre as
    palpitações. Se a frequência é muito elevada, e o paciente tem algum
    comprometimento cardiovascular prévio ou é hipovolêmico, o enchimento
    cardíaco prejudicado pode levar à hipotensão e hipoperfusão. Nestes
    casos, o paciente pode apresentar tontura, fraqueza, alteração do
    estado mental, ansiedade,  dor torácica ou síncope.

    DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

    Fibrilação atrial
    Taquicardia ventricular

    INVESTIGAÇÕES RELEVANTES

    Monitor cardíaco
    ECG
    Investigação toxicológica e níveis séricos específicos de drogas
    conforme indicado

    TRATAMENTO

    Na maioria dos casos, o único tratamento necessário é a monitorização
    cardíaca inicial, estabelecimento de acesso venoso, oxigênio
    suplementar e observação clínica.

    Nos casos associados com hipotensão ou hipoperfusão, fluidos
    intravenosos devem ser administrados, com volume inicial de 250 a 500
    ml. Se o paciente não responder a estas medidas simples, o tratamento 
    deve prosseguir conforme as normas descritas no guia de tratamento
    sobre Choque e Hipotensão.

    Raramente, drogas específicas podem estar indicadas. Exemplos incluem:

               Beta-bloqueadores para drogas que causam excesssiva
              estimulação adrenérgica.
               Benzodiazepínicos para drogas que causam estimulação
              nervosa central.

    Cardioversão pode ser tentada.

    EVOLUÇÃO CLÍNICA E MONITORIZAÇÃO

    O paciente com taquicardia sinusal leve e assintomático, não necessita
    de monitorização prolongada. Pacientes com sinais ou sintomas de
    hipoperfusão e aqueles com suspeita de ingestões mais importantes,
    devem ser cuidadosamente observados até a resolução da toxicidade.

    COMPLICAÇÕES TARDIAS 

    Complicações e sequelas devido a taquicardia sinusal e taquicardia
    supraventricular leve são incomuns.

    AUTOR(ES)/REVISORES

    Autor:         Dr Kent R. Olson, University of California,
                   San Francisco, USA.

    Revisores:     London 3/98: T. Della Puppa, T.J. Meredith, L. Murray,
                   A. Nantel, J. Pronczuk
                   Geneva 8/98, D. Jacobsen, L. Murray, J. Pronczuk. 

    Tradutor:      Dr Ligia Fruchtengarten, Março 99