HIPERMAGNESEMIA
DEFINIÇÃO
Concentração sérica de magnésio acima dos valores considerados normais
(geralmente 1.5 a 2.4 mEq/L).
CAUSAS TÓXICAS
Estados de hipermagnesemia geralmente resultam da administração
terapêutica excessiva de magnésio ou, pela utilização de doses
convencionais na presença de função renal alterada.
CAUSAS NÃO TÓXICAS
Estágio final de doença renal
Rabdomiólise
Insuficiência adrenal
Hipercalcemia hipercalciúrica familiar benigna.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Magnésio reduz a transmissão neuromuscular e age como depressor do
sistema nervoso central. Náusea usualmente aparece com 3-5 mEq/L.
Sedação, hipoventilação com acidose respiratória, diminuição dos
reflexos tendinosos profundos e fraqueza muscular aparecem com 4-7
mEq/L. Hipotensão, bradicardia e vasodilatação difusa aparecem com
5-10 mEq/L. Paralisia respiratória ocorrre com 10-15 mEq/L.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Bradicardia devido a outras causas (antagonistas de beta-adrenoceptor,
digoxina, infarto do miocárdio).
Alteração do nível de consciência devido a outras causas (overdose de
fármacos).
Fraqueza muscular devido a outras causas (distrofias musculares).
INVESTIGAÇÕES RELEVANTES
Eletrólitos séricos, uréia, creatinina, glicemia e gasometria arterial
são úteis para determinar o diagnóstico e avaliar a gravidade do caso.
ECG pode ser necessário para avaliar disrritmias cardíacas.
TRATAMENTO
Tratamento da hipermagnesemia é primariamente direcionado para a
remoção da fonte de magnésio e secundariamente para o aumento da
remoção, se a concentração sérica encontrada pode resultar em risco de
vida. Infusão de cálcio irá produzir uma redução do magnésio sérico
rápida mas de curta duração, resultando sempre em dramática melhora
das condiçoes clínicas do paciente. Concentraçoes séricas elevadas de
magnésio na presença de insuficiência renal podem requerer
hemodiálise.
EVOLUÇÃO CLÍNICA E MONITORIZAÇÃO
Concentraçoes de Magnésio devem ser monitorizadas durante a
intervenção terapêutica. Se a concentração não retornar a níveis
considerados normais, correçoes posteriores podem ser necessárias.
Balanço hidroeletrolítrico, avaliação cardíaca e balanço ácido-básico
também devem ser monitorizados.
COMPLICAÇÕES TARDIAS
Nenhuma.
AUTOR(ES)/REVISORES
Autores: Tim Meredith and Yeong-Liang Lin
Center for Clinical Toxicology
Vanderbilt University Medical Center
USA
Revisores: Rio de Janeiro, 5.9.97: J.N. Bernstein,
E. Birtanov,
R. Fernando, H. Hentschel, T.J. Meredith,
Y. Ostapenko,
P. Pelclova, C.P. Snook, J. Szajewski.
Tradutor: Dr Ligia Fruchtengarten, Março 99