BRONCOESPASMO
DEFINIÇÃO
Constrição reversível de vias aéreas pequenas do trato respiratório
distal.
CAUSAS TÕXICAS
Bloqueadores beta adrenérgicos
Poeira
Aspiração de hidrocarbonetos
Gases irritantes: AmÔnia
Cloro
Fluor
Acido clorídrico (gases)
Dióxido de Nitrogênio
OzÔnio
Fosgênio
Dióxido de Enxofre
Vapores Metálicos ("febre dos vapores metálicos")
Organofosforados
Fumo
CAUSAS NÃO TÓXICAS
Anafilaxia
Asma
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
As manifestações clínicas observadas são dispnéia, sibilos, cianose e
tosse. O paciente também pode apresentar dificuldades para falar e
usualmente apresenta taquicardia grave. Nos casos graves pode ser
observado "pulso paradoxal".
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Obstrução de vias aéreas devido ao aumento de secreção brÔnquica
Doenças Pulmonares Obstrutivas CrÔnicas
Hiperventilação
Falência ventricular esquerda (asma cardíaca)
Tromboembolismo pulmonar
Pneumonia
Pneumotórax
Compensação respiratória de acidose metabólica
Obstrução de vias aéreas superiores
INVESTIGAÇÕES RELEVANTES
Gasometria arterial (em pacientes graves)
Radiografia de tórax
Fluxo de Pico Expiratório (PEFR)
Volume Expiratório Forçado em um segundo (FEV1).
TRATAMENTO
Administrar oxigênio suplementar.
Administrar um agonista beta-adrenérgico, como salbutamol em
aerossol utilizando um nebulizador (2 ml de solução de salbutamol 0.5%
contém 10mg de salbutamol). A dose pode ser repetida em intervalos de
20 minutos ou mesmo continuamente. Salbutamol também pode ser
administrado por via endovenosa, iniciando com uma solução de infusão
contendo 5 mg em 500 ml (10 mcg/ml), na velocidade de 3 a 20
mcg/minuto.
Se não houver resposta satisfatória após 2 a 3 doses de salbutamol,
iniciar hidrocortisona endovenosa na dose de 300 mg, seguida de
doses de 200 mg a cada 4 h até melhora do paciente. Prednisolona via
oral na dose de 40mg/dia pode ser iniciada ao mesmo tempo que os
corticosteróides endovenosos.
Nos casos graves, aminofilina pode ser associada (dose inicial de
5mg/kg infundida em 60 minutos, seguida de 0.5 a 0.9 mg/kg por hora ,
até obter uma concentração sérica entre 8 e 20mg/L).
Se a condição clínica do paciente e a gasometria arterial deterioram
apesar destas medidas acima, ventilação com pressão positiva
intermitente pode ser necessária (IPPV). Entretanto, ventilação é
raramente necessária para broncoespasmos decorrentes de exposiçoes
tóxicas.
EVOLUÇÃO CLÍNICA E MONITORIZAÇÃO
Geralmente a recuperação é rápida, a menos que o paciente seja
asmático. Casos fatais são raros. O paciente deve ser cuidadosamente
monitorizado até o desaparecimento dos sintomas.
COMPLICAÇÕES TARDIAS
Nenhuma decorrente do broncoespasmo.
Sensibilização causada por uma substância tóxica pode resultar em
doença respiratória reativa.
AUTOR(ES)/REVISORES
Autor: Dr Ravindra Fernando
National Poisons Information Centre
Faculty of Medicine
Kynsey Road
Colombo 8
Sri Lanka
Revisores: Rio de Janeiro, 5.9.97: J.N. Bernstein, E. Birtanov,
R. Fernando, H. Hentschel, T.J. Meredith, Y. Ostapenko,
P. Pelclova, C.P. Snook, J. Szajewski
London, 15.03.98: T. Della Puppa, T.J. Meredith,
L. Murray, A. Nantel
Tradutor: Dr Ligia Fruchtengarten, Março 99